SISTEMA DE TRATAMENTO DE ESGOTO E SEUS REFLEXOS EM RECURSOS HÍDRICOS: ESTUDO DE CASO EM SANTA FÉ DO SUL – SP

  • Caio Cabral ROCHA
  • Karen CICIGLIANO
  • Sandro Alves CORRÊA
Palavras-chave: Esgoto, Demanda bioquímica de oxigênio, Córrego do Marruco, Efluente

Resumo

INTRODUÇÃO: Sistemas de tratamento de efluentes são de extrema relevância para controle de poluição em recursos hídricos. A falta de tratamento ou sistemas ineficientes pode acarretar em contaminação do corpo receptor, trazendo problemas ambientais e risco à saúde humana na região. OBJETIVO: Este trabalho teve como objetivo avaliar um dos sistemas de tratamento de efluentes urbanos de Santa Fé do Sul - SP, localizado na microbacia hidrográfica do córrego do Marruco, utilizada como corpo receptor dos efluentes que são tratados nesse sistema e do município de Três Fronteiras - SP. METODOLOGIA: O trabalho foi desenvolvido utilizando documentos fornecidos pelo SAAE Ambiental - Serviço Autônomo de Água, Esgoto e Meio Ambiente de Santa Fé do Sul e visitas ao local. Constatou-se que a Estação de Tratamento de Esgoto (E.T.E.) do córrego do Marruco recebe 45% do efluente urbano gerado nos municípios e utiliza o sistema de tratamento do tipo Australiano, composto de uma lagoa anaeróbia e uma facultativa. RESULTADO: Durante a visita ao local foi verificado que a lagoa anaeróbia apresenta alto grau de assoreamento. Para se analisar a eficiência do tratamento foram considerados os dados das análises do efluente fornecidos pelo SAAE. O valor da demanda bioquímica de oxigênio (DBO) foi de 511,45 mg/L do efluente bruto na entrada da lagoa anaeróbia, representando alta carga de poluentes, e após o tratamento, na saída da lagoa facultativa, obteve-se uma DBO de 116,69 mg/L. CONCLUSÃO: O alto grau de assoreamento da lagoa anaeróbia indica que sua funcionalidade está comprometida, isso faz com que a lagoa facultativa fique sobrecarregada. Embora o sistema tenha conseguido reduzir a DBO do efluente, a manutenção da lagoa anaeróbia é necessária para aumentar a eficiência do sistema e reduzir os impactos sobre o corpo receptor.

Publicado
2018-05-25
Como Citar
Cabral ROCHA, C., CICIGLIANO, K., & Alves CORRÊA, S. (2018). SISTEMA DE TRATAMENTO DE ESGOTO E SEUS REFLEXOS EM RECURSOS HÍDRICOS: ESTUDO DE CASO EM SANTA FÉ DO SUL – SP. ANAIS DO FÓRUM DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO UNIFUNEC, 8(8). Recuperado de https://seer.funecsantafe.edu.br/index.php?journal=forum&page=article&op=view&path[]=3245