FISIOTERAPIA CARDIOVASCULAR EM UM PACIENTE CARDIOPATA: UM ESTUDO DE CASO

  • Ana Carla Galter dos SANTOS Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Brenda Caroline TEIXEIRA Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Jean Donizete Silveira TALIARI Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
Palavras-chave: Cintilografia, Infarto, Fisioterapia cardiovascular

Resumo

INTRODUÇÃO: O infarto agudo do miocárdio (IAM) refere-se ao processo no qual ocorre
uma diminuição do suprimento de oxigênio, causado por redução do fluxo coronariano de
forma que as reservas não possam compensar, ocasionando a morte de miócitos e diminuição
da contratibilidade. A cintilografia miocárdica de perfusão é um exame que utiliza
radiofármacos, dobutamina ou agentes vasodilatadores que permitem a análise da perfusão do
miocárdio e verificando também as áreas mal irrigadas. OBJETIVO: Descrever o benefício do
exercício no paciente cardiopata e destacar a importância do exame cintilográfico.
METODOLOGIA: Trata-se de um estudo de relato de caso que visa esclarecer sobre os
aspectos gerais da doença, destacando a importância do tratamento fisioterapêutico.
RESULTADO: O primeiro exame (01/02/2012) apresentou hipo-concentração persistente no
ápice, segmentos médio apical das paredes anterior e Antero-septal do ventrículo esquerdo
(V.E), e fração de ejeção global (FEG) do V.E deprimida em grau moderado. O segundo
exame (02/07/2014) relatou uma hipoperfusão persistente de grande extensão no ápice,
segmento apical e médio da parede ântero- septal e segmento apical da parede septal do V.E e
aumento da cavidade do V.E com fração de ejeção: 13%. Já o terceiro exame (05/05/2016)
demonstrou hipo-concentração persistente no ápice e segmento médio apical das paredes
antero-septal, anterior e ínfero-lateral do V.E, com FEG do V.E deprimida em grau
acentuado. Diante da evolução do quadro da paciente pode-se notar que dentro do período
estudado, as áreas isquêmicas, caracterizadas pela hipo-concentração, apontam para uma
resposta coronária refratária aos estímulos oferecidos na reabilitação cardiovascular. Fato que
colaborou com a debilidade progressiva da fração de ejeção do V.E permitindo a evolução da
insuficiência cardíaca. CONCLUSÃO: Conclui-se que a reabilitação cardiovascular não
apresentou eficácia na reperfusão coronariana, mas controlou a fração de ejeção durante o
período de estudo, fato que proporcionou qualidade de vida e independência ao paciente até o
momento.

Publicado
2018-05-17
Como Citar
SANTOS, A. C. G. dos, TEIXEIRA, B. C., & TALIARI, J. D. S. (2018). FISIOTERAPIA CARDIOVASCULAR EM UM PACIENTE CARDIOPATA: UM ESTUDO DE CASO. ANAIS DO FÓRUM DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO UNIFUNEC, 8(8). Recuperado de https://seer.funecsantafe.edu.br/index.php?journal=forum&page=article&op=view&path[]=2995