TRANSEXUALIDADE: UMA ABORDAGEM PSICANALÍTICA PARA ALÉM DA PATOLOGIZAÇÃO

  • Maíra Dias de SOUZA Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
  • Alexandre dos SANTOS Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec
Palavras-chave: Despatologização, Psicanálise, Transexualidade

Resumo

Atualmente, há algumas discordâncias entre teorias sobre as identidades transgêneros, por um lado há uma resistência ao classificá-las em patologias e por outro uma iniciativa em compreendê-las para além destas. O questionamento levantado no presente artigo se baseia na existênciada possibilidade de conciliar teorias ortodoxas às contemporâneas da psicanálise, proporcionando a reflexão sobre estas identidades. O objetivo do trabalho foi discutir as teorias psicanalíticas referentes à transexualidade e o aspecto da patologização deste fenômeno, e para tanto fora utilizada a metodologia de revisão integrativa na base de dados BVS Psicologia com os descritores: Despatologização, Psicanálise e Transexualidade. De acordo com a discussão, o entrave em retirar a transexualidade da caracterização patológica, se dá entre aspectos das práticas multidisciplinares, principalmente quando são feitas pelas políticas públicas de saúde, devido à vinculação da ideia de patologia e tratamento, sendo que a primeira viabiliza o uso do segundo. No entanto, a Campanha de Despatologização de Gênero propõe considerar a singularidade de cada caso; inclusive em âmbito clínico das psicoterapias, ao observar o desenvolvimento da identidade e individualidade, bem como a busca de autoconhecimento por meio da terapia psicanalítica. Neste sentido, é importante observar as teorias psicológicas quanto às identidades trans frente aos aspectos da discussão de despatologização, visando inteligibilidade às múltiplas vivências da sexualidade. Entretanto, o número reduzido de material teórico que abarque a prática clínica específica sobre o tema e a contradição encontrada nas referências teóricas, faz necessário ao aumento de produção científica para auxiliar o entendimento da diversidade de gênero.

Publicado
2018-06-04