OPINIÕES DE MULHERES EM IDADE FÉRTIL SOB A ÓTICA DE POSSÍVEIS FETOS ANENCÉFALOS E O PAPEL DA ENFERMAGEM FRENTE A ESTA SITUAÇÃO

  • Camila Maria Buso Weiller VIOTTO Faculdades Integradas de Santa Fé do Sul
  • Andressa Oliveira OKUMURA Faculdades Integradas de Santa Fé do Sul
  • Bruna Anyelli AZAMBUJA Faculdades Integradas de Santa Fé do Sul
  • Camila Almeida LEONEL Faculdades Integradas de Santa Fé do Sul
Palavras-chave: Anencefalia. Aborto Legal. Enfermagem.

Resumo

Este trabalho trata da interrupção da gestação frente ao sentimento materno diante da confirmação de um feto anencéfalo em questões da bioética e da legislação brasileira. As expectativas da gestante em relação ao seu papel de mãe podem induzir a fantasia quanto a sua definição de maternidade e afetar o seu estado emocional. Nesta fase, cabe à equipe multidisciplinar oferecer acompanhamento e orientação constante à gestante, podendo ter um papel preventivo de complicações físicas e psíquicas futuras. A anencefalia é a falta total ou parcial do cérebro e/ou da calota craniana, um defeito na formação do sistema nervoso central, de modo que crianças portadoras não sobrevivem após o parto, sendo, portanto, incompatível com a vida extrauterina. Este fato leva a uma grande polêmica em relação à legalidade do abortamento, à opinião e consentimento da gestante. Esta pesquisa objetivou apresentar a opinião de mulheres em idade fértil sob a ótica de possível gestação com feto anencéfalo, sua opinião sobre o que prevê a legislação; e descrever o papel da equipe de enfermagem frente a esta situação. O método foi realizado em campo, utilizando-se uma entrevista aplicada a 50 mulheres em idade fértil, não gestantes, com idade entre 18 a 40 anos. Diante dos resultados, nota-se que a questão do abortamento de fetos anencéfalos está fortemente ligada aos instintos maternais e crenças religiosas além de concluir tratar-se de um tema polêmico que divide opiniões.

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Publicado
2017-03-24