A ESCOLIOSE: UM ESTUDO TRIDIMENCIONAL

  • Ana Carla Galter dos SANTOS
  • Lais Fernanda da Silva FERREIRA
  • Maikon Diego Ponce VERONESE
  • Cláudia Aparecida Mencaroni LOPES
Palavras-chave: Tridimencionalidade, Músculos espinhais, Escoliose

Resumo

INTRODUÇÃO: A coluna vertebral é uma estrutura complexa constituída por um conjunto articulado mono-axial, embora com algumas rotações entre as vértebras. Tratando-se de uma estrutura biomecânica complexa, tende a desenvolver diversas patologias, tal como a escoliose. A escoliose é uma deformidade que afeta a real forma tridimensional da coluna vertebral e pode ocorrer em qualquer fase da vida, mas principalmente a partir dos dez anos de idade, com progressão associada com estirão do crescimento. Independente do tipo de escoliose, sua instalação e fixação está sempre relacionado com uma retração assimétrica dos músculos multífidos. São várias etiologias como hábitos posturais, hereditariedade, entres outros, podem desencadear má postura e repercutir no aparecimento de alguma alteração postural. Em um desvio postural como a escoliose, força e comprimento muscular encontram-se em desequilíbrio caracterizando assim uma assimetria muscular. OBJETIVO: Relatar o papel da retração dos músculos multífidos no desenvolvimento da escoliose tridimensional. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão bibliográfica que explica a patologia. Onde adquirimos conhecimento a partir dos estudos. RESULTADO: Constatou-se por meio da literatura pesquisada que o desvio postural é fixado por um músculo estático retraído. No caso, os músculos retraídos responsáveis pelo posicionamento característico da deformidade são os transversos espinhais e os multífidos, cujas inserções sobre o esqueleto deixam claro que são eles os únicos capazes de produzir rotação para o lado e látero-flexão para o lado oposto, característica das curvas escolióticas. CONCLUSÃO: Desta forma pode-se concluir que a deformação óssea estrutural é somente consequência de uma retração das partes moles posteriores que incide sobre o fenômeno crescimento.
Publicado
2017-07-25