A SEXUALIDADE NA CONSTRUÇÃO DO RACÍOCINIO LÓGICO

  • Amélia de Lourdes Nogueira da FONSECA Fundação Municipal de Educação e Cultura - FUNEC
  • Adriano Silva SERRA Fundação Municipal de Educação e Cultura - FUNEC
Palavras-chave: Psicanálise, Epistemologia genética, Sexualidade, Raciocínio lógico.

Resumo

O presente artigo visa refletir sobre o papel da sexualidade na construção do raciocínio lógico, buscando estabelecer um diálogo entre Psicanálise e Epistemologia Psicogenética que permita inferir na prática da clínica psicopedagógica. Para isso, foi realizada uma pesquisa bibliográfica com uma leitura interpretativa, baseada em livros e artigos sobre o tema, o que  leva a afirmar que o raciocínio lógico depende de um desenvolvimento cognitivo que confere ao pensamento uma estrutura, portanto, é um processo mental sob a influência de tudo aquilo que é pertencente ao psiquismo, sendo a sexualidade a força motriz de todo aprendizado que é sinônimo de adaptação, entretanto, também é empecilho para a percepção exata da realidade já que a percepção tem a sua ótica governada pelo desejo e pelas tensões internas; a sexualidade atribui o conteúdo, enquanto, a cognição é quem atribui a estrutura, ambas em interação com o ambiente e a cultura influenciam e são influenciadas por estes. Conclui-se que a psicanálise pode inspirar procedimentos que auxiliarão o psicopedagogo clínico a exercer sua prática com mais eficiência.

Referências

BETTENCOURT, Pe. Estevão Tavares. Curso de filosofia: aristotélico-tomista. Rio de Janeiro, RJ: MaterEcclesiae, Sd.

FREUD, S. A história do movimento psicanalítico, artigos sobre metapsicologia e outros trabalhos (1914~1916). Rio de Janeiro, RJ: Imago, 2006. (Edição Standart Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, v.7).

GABBARD, G. O. Psicoterapia psicodinâmica de longo prazo: texto básico. Porto Alegre, RS: Artmed, 2005.

GREENSON, R. R. A técnica e a prática da psicanálise. Rio de Janeiro, RJ: Imago, 1981. v.1.

KAMII, C. A criança e o número: implicações educacionais da teoria de Piaget para a atuação junto a escolares de 4 a 6 anos. 27. ed. Campinas, SP: Papirus Editora, 2000.

KLEIN, M. et al. A educação de crianças: à luz da investigação psicanalítica. 2. ed. Rio de Janeiro, RJ: Imago, 1973.

NASIO, J-D. Édipo: o complexo do qual nenhuma criança escapa. Rio de Janeiro, RJ: Zahar, 2007.

NEVES FILHO, E. F.; RUI, M. de L. Elementos de lógica. Pelotas, RS: NEPFIL, 2016. (Coleção Dissertatio Filosofia).

PARRA, C.; SAIZ, I. (Org). Didática da matemática: reflexões psicopedagógicas. Porto Alegre, RS: Artes Médicas, 1996.

PIAGET, J. A linguagem e o pensamento da criança.7. ed. São Paulo, SP: Martins Fontes, 1999.

_______, J. Os pensadores: Piaget. São Paulo, SP: Abril Cultural, 1978.

_______, J. Problemas de psicologia genética. Rio de Janeiro, RJ: Ed Forense, 1973.

REZENDE, A. M de. Iniciação à psicanálise de Bion: função terapêutica dos elementos de psicanalise. São Paulo, SP: Febrapsi, 2008.

ROUDINESCO, E.; PLON, M. Dicionário de Psicanálise. Rio de Janeiro, RJ: Zahar, 1998.

SILVA, E. L. da. Pensando o pensar com W. R. Bion. São Paulo, SP: MG editores, 1988.

ZEGARELLI, M. Lógica para leigos. São Paulo, SP: Alta Books, 2013.
Publicado
2017-09-25