OSWALD DE ANDRADE, MANOEL DE BARROS E ARNALDO ANTUNES: UMA REDE DE LEITURAS

  • Débora Natividade CARDOSO Fundação Municipal de Educação e Cultura - Funec
  • Francine dos Santos HONÓRIO Fundação Municipal de Educação e Cultura - Funec
  • Susana da CONCEIÇÃO Fundação Municipal de Educação e Cultura - Funec
  • Dalberto TEIXEIRA Fundação Municipal de Educação e Cultura - Funec
Palavras-chave: Poesia Contemporânea. Antropofagismo Literário. Oswald de Andrade. Manoel de Barros. Arnaldo Antunes.

Resumo

Este artigo apresenta dois poetas contemporâneos, Manoel de Barros e Arnaldo Antunes, cujas obras remetem à estética de Oswald de Andrade. Essas semelhanças se fazem visíveis na linha primitivista, na inventividade e nos poemas sintéticos deste importante poeta do movimento modernista de 22.  A proposta deste estudo parte das reflexões acerca do legado de Oswald de Andrade e da análise comparativa das obras dos seguidores Barros e Antunes, tendo como método o estudo bibliográfico. Este texto divide-se em três partes: na primeira é apresentado uma breve biografia de Manoel de Barros e de Arnaldo Antunes. Na segunda, focaliza-se Oswald de Andrade e as características do movimento antropofágico, seguido da exposição das similaridades de seus seguidores, na terceira verifica-se a presença dessa herança literária por meio de análises que apontam para a “infantilização” da palavra e de sua transformação como “coisa”. Dessa forma pretende-se mostrar como esses três poetas formam uma rede de leituras, ou seja, eles se inter-relacionam por meio de algumas características próprias da lírica moderna, tais como as experimentações linguísticas, a presença do humor, as imagens inusitadas, o gosto pela síntese e, sobretudo, pelo processo de dramatização da linguagem, que leva ao novo, ao surpreendente, ao insólito.
Publicado
2017-06-02